“Je pense que je t’aime, foi o que ela disse: “Acho que gosto de você.” Ou: “Acho que amo você.” O verbo francês aimer pode significar as duas coisas. E era por isso que ele gostava dela e ao mesmo tempo a amava. Ela falava com ele numa língua que, não importava a quantidade de horas que fosse estudada, não poderia ser totalmente compreendida.”
“Tudo bem - gosto dele. Pronto. Confessei a mim mesma. Não posso mais fugir dos meus sentimentos. Nunca me senti assim antes.”
“Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma
morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma.”
— (Paulo Leminski)
“Mas aí concluí: hoje só sofre quem quer, porque a vida te oferece todos os dias inúmeras oportunidades para ser feliz, mas você as rejeita. Parece que ser “burro”, faz parte da natureza humana.”
“Ok, não vou mentir, tenho sentimentos de amor por você. Mas estou deixando de alimentá-los. Um dia eles morrem. É assim, tudo que não gera felicidade, degenera, morre na impermanência. Nem pra sempre, nem nunca mais.”
“Hoje chorei, enquanto estava em minha sala de aula, com quase quarenta alunos com o olhar fixado em mim. O foco era apenas eu. Não gosto de chorar, nem um pouco. Abaixei a cabeça levemente, e pensei: “Pô, agora todos virão em minha direção perguntar se estou bem, e achar que eu necessito de falsas importâncias.”. Todos estão errados, e talvez eu esteja mais ainda. Estou sozinha, eu sei, tem uma multidão ao meu redor, mas por dentro estou vazia, sem ninguém. Eu gosto de me guardar, mas eu tenho a certeza de que, não é por isso que todos se afastam, pois foi exatamente este o motivo de eu estar trancada em um baú a sete chaves.”